domingo, 21 de abril de 2013

Ovinocaprinocultura passa da subsistência ao negócio lucrativo

Ovinocaprinocultura passa da subsistência ao negócio lucrativo

21.04.2013
Clique para Ampliar
MARCÍLIO E MAURÍCIO, do Capril Estácio, criam cabra leiteira da raça Saanem
FOTOS: EVERTON LEMOS
Com um plantel de 2 milhões de ovinos e 1,6 milhão de caprinos, a ovinocaprinocultura vem evoluindo a cada ano no Estado. No ranking nordestino de criatórios, o Ceará ocupa a segunda posição, perdendo apenas para a Bahia. Cariri, Inhamuns e Litoral são as áreas onde os investimentos com animais das duas espécies aumentaram nos últimos seis anos. A carne de ovinos e caprinos é uma das principais fontes de proteína do Nordeste. A pele é de excelente qualidade, o leite tem alto valor nutritivo e os derivados lácteos têm larga aceitação.

A criação de cabras, bodes, ovelhas e carneiros deixou de ser uma atividade de subsistência para tornar-se um negócio lucrativo e de grande representatividade no agronegócio brasileiro. Com investimentos em técnicas como inseminação artificial e transferência de embriões o pecuarista cearense tem conseguido se destacar, sendo hoje referência quando se fala em ovinocaprinocultura no País. O setor está passando por transformações, se modernizando, e hoje é visto como atividade comercial excelente.

O presidente do Clube do Berro, Onildo Gusmão, brinca quando afirma que já foi o tempo onde se criava ovelhas para produção de lã. “Atualmente o mercado mais rentável é o de carne, com o uso dessas em grandes restaurantes e churrascarias como carne nobre”. Esse é um dos motivos que vem incentivado os criadores a melhorar suas raças e tornar o negócio mais lucrativo. “O criador entendeu, por exemplo, que a cabra é valiosa não só pelo leite que é consumido in natura ou usado no fabrico de queijo, manteiga, iogurte, entre outros derivados, mas também pela carne e couro do cabrito”.

A sanidade animal também é apontada por ele como sendo um dos fatores que tem trazido resultados positivos para o rebanho estadual. Segundo ele, apesar dos ovinos serem muito resistentes, a vacinação é fundamental. Além das vacinas, recomenda, a higiene é extremamente importante, pois um ambiente saudável produz animais saudáveis.

Com 340 associados, o Clube do Berro tem o maior número de animais na Expoece deste ano. Ao todo, serão dois mil das raças Santa Inês, Morada Nova, Sufoke, Somalis e Dorper (ovinos) e Anglonubiana, Moxotó, Canindé, Boer, Parda e Saanem (caprinos) que participam de julgamento e concurso da cabra leiteira.

Com um plantel de 2 milhões de ovinos e 1,6 milhão de caprinos, o segmento vem evoluindo a cada ano no Estado. No ranking nordestino, em criatórios, o Ceará ocupa a segunda posição. Em primeiro está a Bahia. Em terceiro, o Piauí. Na produção de leite, o Rio Grande do Norte passou o Ceará, estando na segunda colocação. A Bahia lidera. “O Nordeste é o berço do pequeno ruminante. Ele se adaptou muito bem às condições de clima e solo por ser um animal rústico e forte”, diz Gusmão.

Cariri, Inhamuns e Litoral são as áreas onde os investimentos com animais das duas espécies aumentaram nos últimos seis anos. Ainda sendo área desconhecida para a febre aftosa, o Ceará só pode comercializar a carne e o leite para os Estados nas mesmas condições como Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Maranhão. “A Bahia está fora dessa faixa”. Segundo Gusmão, a produção ainda é pequena. “O criador ainda está acordando para o negócio, mas estamos indo muito bem”. Atualmente, uma boa cabra leiteira produz, em média, de três a cinco quilos por dia. “É uma boa marca”, avalia. O segmento é uma opção viável e rentável para 98% dos proprietários rurais que criam os animais em consórcio com a agricultura, bovinos e aves. A carne de ovinos e caprinos é uma das principais fontes de proteína do Nordeste. A pele é de excelente qualidade, o leite tem alto valor nutritivo e os derivados lácteos têm larga aceitação. Uma das principais vantagens oferecidas pela criação é a boa adaptação dos animais a terras “pobres”, como no Semi-Árido nordestino, e em áreas bem menores que às destinadas para o gado. “Seu custo de produção é baixo, pois os caprinos são capazes de se alimentar com os restos desprezados por outros animais”, afirma Onildo Gusmão.

domingo, 4 de novembro de 2012

O que é Agronegócio ?


Agronegócio é toda relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. No Brasil o termo agropecuária é usado para definir o uso econômico do solo para o cultivo da terra associado com a criação de animais.[1]

mais informações sobre carreiras do agronegócio: acesse este link

http://www.youtube.com/watch?v=GvA7nn9mErw

sábado, 4 de agosto de 2012

A Competitividade do Agronegócio Cearense


A Competitividade do Agronegócio Cearense

O agronegócio cearense carateriza-se por uma situação de dualidade que, simultaneamente, revela uma carência e manifesta uma oportunidade: o ceará detém tecnologia de ponta em diversas produções agrícolas e pecuárias mas ainda não se estenderam, suficientemente, tais conhecimentos e práticas ao grosso do tecido produtivo.
Esta dicotomia revela a interesse que o agronegócio cearense pode exercer no sentido da atração de empreendedores nacionais e estrangeiros. Aqui encontram acesso facilitado a tecnologia, vantagens geográficas e de infra-estrutura e, sublinhe-se, inúmeras oportunidades em espaços com aptidão para a produção agrícola e pecuária.
Sem prejuízo de outros esforços, o empreendimento em agronegócio no Ceará requer um estudo prévio dos mercados e a definição de padrões e custos de produção otimizados. Aconselha-se postular como alvos diversos públicos consumidores: locais, regionais, nacionais e internacionais, como forma de incrementar a rentabilidade e padrão da produção e salvaguardar a continuidade do êxito na atividade.
Em síntese, os fatores que determinam a competitividade do agronegócio cearense revelam-se, essencialmente, a três níveis: 1) localização geográfica; 2) infra-estrutura de produção e suporte à comercialização; 3) tecnologia de produção agrícola e pecuária.

GEOGRAFIA